domingo, 7 de setembro de 2008

subjetos

insônia, caminho, lá atrás, aqui na frente, dentro, fora, em baixo, em cima.
pequena, média, grande, magra, alta, liso, cacheados, likeadream.
mundo, vasto mundo, universo, particular, casulo, amor.
muitos, poucos, rio, pensamento, peixe, história, vida.
caiu, levanta, diversas vezes, apreender.
velhos, novo, importante, novidade, invenção, felicidade, amor.
faltou, comando, everything, aprumar, moço, choro, razão, amor mais paixão mais vida.
vida, inconsequências, foca, peixe-boi, eu, amanhã, amor.
jornal, jornada, comum, social, descobrir, perder, submersa.
objetividades, mas é lógico.

sábado, 6 de setembro de 2008

ultrapassagem

  1. “Porque em você eu achei o que, uma vez perdida, jamais imaginei reencontrar”
  2. Algo mágico surge quando estou contigo, principalmente quando os meus olhos se perdem dentro dos teus
  3. O laguinho ganhou mais sentido, enfim, não preciso procurar mais
  4. A extensão da nossa trilha sonora, tão pequena, porém tão ग्रांड
  5. Os tantos NandosReis, Vinícius, Chicos, MariasBethânias, LosHermanos, etc।
  6. Entre símbolos do capitalismo, esquinas e quarteirões
  7. As conversas descontraídas, sérias, entre provocações e gargalhadas
  8. Porque eu nunca me senti tão bem com alguém em tão pouco tempo
  9. A desmedida sensação de proteção
  10. Aquela nossa vizinha, amiga em comum, a Clarice!
  11. Gosto dele, gosto mais de mim quando estou com ele, gosto “da gente”
  12. Confesso, ele tem uma paciência singular
  13. As sextas-feiras nunca mais foram as mesmas
  14. Eu corro, eu pulo, eu agarro e o mundo parece girar mais rápido
  15. Eu mordo
  16. Só ele consegue aturar meu abuso por mais de trinta minutos
  17. Os outros são os outros, é você, SÓ você
  18. Diante do medo o sorriso aeróbico
  19. Pela construção do nosso mundinho particular
  20. Finalmente a gente aprende que nem tudo precisa de uma explicação e a vida parece ficar mais fácil
  21. Um conjunto de afeto, carinho, compreensão, amizade e desejo
  22. A manha e o dengo unidos
  23. Meus olhinhos, minha parte de baixo da boca
  24. Porque ele simplesmente não me dá um fora, apenas rir das minhas leseras
  25. Grande, pequena, com buracos, com preponderância, não importa! É minha linda barba!
  26. Sua convicção acerca do seu futuro e das ciências sociais, é admirável
  27. O silêncio seguido do barulho e vem o silêनकिया novamente
  28. bevor, war die Angst von nächsten kommen, jetzt ist die Angst vor dem Verlust

terça-feira, 2 de setembro de 2008

saudade, clarice!

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

breveprofundosuspiro

as pessoas que escolhemos para amar são tão poucas.
duvide daquele camarada que diz ter inúmeros amigos e é feliz pois consegue dividir seu tempo, com propriedade, contemplando todos sem receber reclamações. as vezes eu sou infeliz, porque diferente daqueles mágicos do tempo, eu realmente não sei ministrar o tempo que resta para passar junto aos meus queridos. por derrapar diversas vezes, hoje eu canto minha tristeza, minha angústia e minha morte.
Morri.

sábado, 30 de agosto de 2008

salão de beleza

"Vem você me dizer
Que vai num salão de beleza
Fazer permanente
Massagem, rinsagem, reflexo
E outras "cositas más"

Oh Baby você não precisa
De um salão de beleza
Há menos beleza
Num salão de beleza
A sua beleza é bem maior
Do que qualquer beleza
De qualquer salão

Mundo velho
E decadente mundo
Ainda não aprendeu
A admirar a beleza
A verdadeira beleza
A beleza que põe mesa
E que deita na cama
A beleza de quem come
A beleza de quem ama
A beleza do erro
Puro do engano
Da imperfeição."

Zeca Baleiro

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

quem sabe


eu não lembro do primeiro contato, nem da primeira música ouvida, muito menos a primeira música que decorei pra cantar mundo a fora.

por outro lado lembro do primeiro, segundo, terceiro e quarto cd, de cada música que neles posso encontrar, sei cantar todas sem errar um sílaba(exagero meu). o dvd histórico e o luau tranqülizante. lembro dos gritos histéricos, dos choros doloridos, do soluço profundo e daquela foto bonita que eu fiz de nós dois. Ainda lembro as blusas coloridas, os broches que tanto prezo e guardo para não perde-los ao léu, o adesivo pregado em minha janela durante anos, uma companhia silenciosa e daquele autógrafo suado que ganhei. ouço a voz rouca em meu ouvido e lembro do melhor show de mi vida, minha insensatez ao subir naqueles ombros que pularam junto com o meu coração.

também lembro a minha paixão platônica, o meu delírio noturno, a chatice insuportável e o meio bossa nova rock and roll. aquela canção inacabada, não é? Quem sabe?

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

um tal Magritte

L'Empire des Lumieres - Rene Magritte
O céu está claro com o sol a iluminar, porém na casa é noite sortuna, apenas as luzes têm tal poder.
É a simultaneidade do tempo surreslista que me confunde, ainda.

domingo, 29 de junho de 2008

Exicest

'são dos nossos planos que sinto mais saudade'
É uma verdade, parei pra pensar agora e uma das coisas que a gente mais fazia era bolar planos para o nosso futuro, que seria, aos nossos olhos perfeito em que o grupo todo permaneceria unido. Não foi bem assim, apesar de matermos contanto sempre que possível.
Tudo que a gente conversava, nossos segredos que nem eram tão segredos assim, mas tinham uma valor danado pra gente, as reuniões dentro e fora de sala, no Capibaribe ou em qualquer outro lugar, tudo era perfeito quando estávamos juntas, era encantado, mágico, conduzidos pelos melhores e verdadeiros sentimentos, liderados pelo amor. Hoje é um pouco diferente do que fomos alguns anos atrás, o capibaribe permanece em nossos corações e lembranças, mas não nos presenteia com encontros diários. Agora, a gente caminha com os próprios pés e tudo depende da nossa boa vontade. O carinho ficou e tenho certeza que amadureceu, fortaleceu e vai durar por muito tempo, senão "para sempre".
Hoje as nossas diferenças gritam mais alto que antes, quando parecíamos, iguais, as vezes fundidas nos transformávamos em uma só. Os risos, choros, alegrias, tristezas, momentos importantes, estão guardados, seguirão por toda vida ao nosso lado, sempre ali pra nos lembrar como foi lindo os anos que costumávamos achar tudo absurdo. Lembra das coisas que jurávamos nunca fazer, nem experimentar? Lembro os comentários e as promessas, hoje já quebradas pela curiosidade ou pelas influências. Pensei que viveríamos esses momentos juntas mas não aconteceu. Agora a gente conta os verdadeiros segredos quando nos encontramos, muitas vezes ficamos supresas com o que fomos capazes de fazer. E sei que ainda virão muitas outras curiosidades e surpresas nas nossas vidas, espero estar junto para ouvir tudo atenta, poder rir e falar o que penso, seja ruim ou bom, falarei o que for necessário. As diferenças irão persistir e elas virão para atrapalhar o que construímos durantes esses anos, mas nada quebrará os laços que nos uniu.
Essa sim, é minha única certeza.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Silêncio.

"Passo o tempo todo pensando - não raciocinando, não meditando - mas pensando, pensando sem parar. E aprendendo, não sei o quê, mas aprendendo. E com a alma mais sossegada (não estou totalmente certa). Sempre quis 'jogar alto', mas parece que estou aprendendo que o jogo alto está numa vida diária pequena, em que uma pessoa se arrisca muito mais porfundamente, com ameaças maiores. Com tudo isso, parece que estou perdendo um sentimento de grandeza que não veio nunca de livros nem de influência de pessoas, uma coisa muito minha e que desde pequena deu a tudo, aos meus olhos, uma verdade que não vejo mais com tanta freqüência. Disso tudo, restam nervos muito sensíveis e uma predisposição séria para ficar calada. Mas aceito tanto agora. Nem sempre pacificamente, mas a atitude é de aceitar."
Clarice
Ela consegue dizer o indizível, portanto, calada permaneço.

É bem verdade

"...você está escrevendo bem, com calma, estilo seguro, sem precipitação. Talvez porque agora você já não esteja sofrendo muito, mas sofrendo bem: é uma diferença bem importante, para a qual o Mário sempre me chamava a atenção. A gente sofre muito: o que é preciso é sofrer bem, com discernimento, com classe, com serenidade de quem já é iniciado no sofrimento. Não para tirar dele uma compensação, mas um reflexo."

Em carta de Fernando Sabino para Clarisse Lispector.